"Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas e de desenvolver grande número de médiuns. Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo e sobre suas consequências." Allan Kardec (Óbras Póstumas, "Projeto 1868").


sábado, 27 de novembro de 2010

Queremos combater os traficantes na vida real ou na vida virtual?


Todos devem estar a par do clima de guerra que se impôs na cidade do Rio de Janeiro, principalmente na zona norte daquela cidade, onde diferentes forças de segurança cercam uma grande área de favelas para capturar e eliminar traficantes de drogas e armas.

Este movimento tem causado grande repercusão, dentro e fora do Brasil, e, obviamente, tem o apoio maciço da opinião pública. Por que é obvio? Porque na vida real todos queremos andar com segurança, não termos nossa intimidade violada e garantirmos que nossos filhos possam chegar a idade adulta, para constituirem uma família. Isso é o que a maioria quer. Será que é o que a maioria pensa.

Pois bem, ontem (26/11/2010) me surpreendi ao ver estampada na página de abertura do sítio da Rede Globo uma coluna elogiando a ação conjunta contra o tráfico e, alguns quadros abaixo, uma chamada para o jogo de ação em primeira pessoa GTA (assalte, mate, corra pela cidade, etc.).

Parece que estamos evoluindo rápido. Se matamos ou roubamos virtualmente não tem problema. Aliás parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, não acham? O que nos pensamos tem alguma coisa com o que fazemos? Para os editores de grandes conglomerados de notícias "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa".

2 comentários:

  1. O "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa" serve tanto para os grandes (e mesmo pequenos) conglomerados de notícias quanto para nós mesmos - os indivíduos - quando precisamos justificar opiniões e ações que sabemos errôneas e injustas, sejam estas públicas ou de foro íntimo.

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  2. Concordo plenamente. Nós geralmente nos colocamos fora do contexto de análise. Esse é motivo pelo qual acreditamos que possamos matar no virtual e não no real.
    Seguindo o mesmo raciocínio tem muita gente que, mesmo sabendo dos riscos de dirigir embriagado, acredita que sempre estará sóbrio o suficiente para que nada acontece com ele.
    É por isso que estamos onde estamos, um bendito planeta de provas e espiações!

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